» DICAS DE CULTIVO DE ORQUÍDEAS – 14

davidyugueApresentamos nesta Ficha de Dicas algumas sugestões e/ou considerações sobre o recurso da fotografia com vistas a uma futura identificação da planta ou de problemas fitossanitários que a possam estar afetando. Essa providência é necessária para eventual consulta através de grupos nas mídias sociais, com a ressalva de que fotos quase sempre contem poucas informações para uma boa e precisa análise virtual, dessa forma, quanto melhor uma foto, melhores serão as chances para análise.

 

  1. As fotos comuns são bidimensionais e não se tem ideia de profundidade e “volume” do conjunto.
  2. Através da fotografia não se ideia da altura da planta, da textura das flores e folhas, por exemplo.
  3. Não se tem ideia do perfume exalado pelas flores, uma informação importante em se tratando de orquídeas.
  4. Não se tem ideia do substrato, sua composição e estágio de decomposição.
  5. Tentar identificar pragas e doenças através de fotos de folhas, flores e demais estruturas é apenas um exercício especulativo. O ideal é que as plantas sejam inspecionadas “presencialmente”.
  6. As plantas que apresentam suspeita de doenças ou pragas devem ser transportadas para exame separadamente das demais para evitar uma possível contaminação das plantas sadias.
  7. Quando não for possível transportar a planta toda, as folhas ou flores com suspeita de infestação de pragas devem ser acondicionadas dentro de um saco plástico transparente e devidamente “lacrado”.
  8. Ao tocar com as mãos uma planta com suspeita de contaminação por pragas ou doenças lave-as antes de manusear outras plantas.

 

COMO FAZER UMA BOA SEQUÊNCIA DE FOTOS

Normalmente alguns equipamentos não possuem recursos de “close up” ou alta definição de imagem, o que pode dificultar a produção de fotos com imagens nítidas. Fotos feitas sem um enquadramento ou ângulo favorável também podem trazer poucas informações úteis. Então apresentamos algumas dicas:

 

  1. Tire ao menos cinco fotos: uma ou duas da planta inteira, e três ou quatro da estrutura “comprometida” em diferentes aproximações e ângulos (folhas, raízes, caules).
  2. Para identificação da planta pela flor tire duas fotos da planta inteira em diferentes posições, duas fotos da haste floral (em diferentes aproximações e ângulos) e ao menos 2 fotos de uma flor (sendo uma de frente e outra de perfil).
  3. Procure colocar a planta a ser fotografada tendo por pano de fundo uma parede escura (cor preta, cinza, azul ou verde). Se o fundo for de cor clara, as flores ficarão escuras, alterando totalmente o seu cromatismo real.
  4. Procure colocar próximo da planta alguma referência visual que possa dar uma ideia das dimensões de suas estruturas.
  5. Sugerimos que você faça uma “régua” caseira e de baixo impacto visual. Improvise essa “régua ecológica e estética” com um “espetinho de churrasco”. Tinja esse espeto de preto ou verde com anilina (ou uma caneta do tipo pincel atômico). Depois que a tinta secar faça marcas com canetas de tinta branca ou cores claras luminescentes, espaçadas a cada 1 cm. Essa “régua” deverá ser colocada (ou espetada) ao lado dos caules ou folhas, dando uma ideia do tamanho da planta e de suas estruturas.

 

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