» DICAS DE CULTIVO DE ORQUÍDEAS – 15

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COMO REPLANTAR ORQUÍDEAS EPÍFITAS

ORQUÍDEAS EPÍFITAS são aquelas que vegetam em árvores. São plantas que utilizam as árvores como “hospedeiras” e não como parasitas, ou seja, não são prejudiciais ao desenvolvimento das mesmas.

 

  1. Existem muitas técnicas de cultivo como, por exemplo, em vasos, caixetas de madeira, roletes de madeira (pedaços de troncos de árvores), casca de imbuia (placas de imbuia que duram dezenas de anos), dentre outras opções, frutos da criatividade dos orquidicultores. Deve-se levar em conta para a escolha de técnica a ser adotada, a espécie da orquídea a ser replantada, o local em que será cultivada e os fatores que influenciam o “microclima” desse ambiente (temperatura, umidade, ventilação, ambiente aberto/fechado, regime de insolação, etc.).
  2. De modo geral o contato da planta com a madeira estimula e favorece o seu enraizamento, então se a opção escolhida for o envasamento, o substrato de preenchimento do vaso deverá conter pedaços de madeira na forma de pequenos cubos (por ex. 1 cm x 1 cm) ou roletes (1 a 1,5 cm de diâmetro por 3 a 5 cm de comprimento), ou ainda pedaços de casca de árvore ou casca de coco maduro. O substrato ideal para envasamento é um mix desses pedaços de madeira (ou casca de árvore processada e esterilizada, ou casca de coco fragmentada) + fibra de casca de coco (pode ser floco de espuma, esfagno ou estopa de algodão) + pequenos pedaços de carvão vegetal (não maiores que a falange de um dedo). Esse composto, em volume, deve ter a proporção de 2:1:1 e tem a vantagem de possuir uma alta durabilidade (3 anos ou mais), podendo ser utilizado também para o preenchimento de caixetas de madeira.
  3. Durante o processo de envasamento observar que plantas mais altas como orquídeas espécies ou híbridas de Cattleya ou Laelia (Hadrolaelia) se desestabilizam (tombam) com facilidade ao simples toque, jato d’água ou vento, sendo necessário colocar no fundo do vaso uma camada de pedra britada para servir de lastro (peso), que serve adicionalmente para formar uma barreira contra a entrada de pragas pelos orifícios de drenagem de água. Lembre-se de que, contrariamente ao que se apregoa, quem faz a drenagem de água das regas são os furos do fundo do vaso e não as pedras. Se não existirem os furos a drenagem não será feita.  Se não existir a camada de pedra a drenagem será feita normalmente pelos orifícios do fundo do vaso.
  4. Esse mesmo cuidado deverá ser observado quando se faz o envasamento de pequenas mudas de orquídeas, quando o substrato ideal deverá ser musgo branco (esfagno). Esse substrato se decompõe rapidamente ao longo de 3 ou 4 meses, sendo necessário sucessivos replantes até o desenvolvimento da planta e de seu sistema radicular que permita o replante descrito anteriormente.
  5. Plantas envasadas requerem regas do substrato nos períodos mais quentes e secos do ano, com intervalos de 2 a 3 dias em média. No caso de o substrato utilizado for o esfagno a rega deverá ser feita a cada 5 dias em média.  IMPORTANTE: a periodicidade das regas dependerá do substrato utilizado para cada planta, e do local em que ela é cultivada (lugares quentes, mais rega).
  6. Plantas cultivadas em caixetas, placas de casca de árvore ou troncos de árvores devem ser regados diariamente ao anoitecer.
  7. Observação: rega de substrato como tratado acima nada tem a ver com a “rega” foliar que deverá ser feita diariamente pela manhã ou à noite, que consiste na pulverização ou “borrifamento” de água sobre as folhas e raízes eventualmente expostas (nos dias frios exclusivamente pela manhã).
  8. Cultivadores de todo o mundo, Brasil inclusive, fazem cultivos experimentais ou pouco ortodoxos utilizando tão somente pedra britada, sabugo de milho seco e “sapecado” no fogo, frutos secos de palmeiras de diferentes espécies, fibras de “piaçaba” e por aí afora. Cuidado, pois são apenas experimentos, e, na região sul, devido às particularidades do clima tem poucas chances de sucesso.
  9. Observação: Plantas com apenas 3 ou 4 raízes sadias não devem ser envasadas diretamente no substrato 2:1:1. Antes do plantio essas poucas raízes devem ser envolvidas num tufo de esfagno para que sejam protegidas e mantidas com mais umidade.